Oficina de Parentalidade muda visão de famílias sobre a convivência após o divórcio


Projeto será retomado nesta sexta-feira, dia 26. Objetivo é orientar famílias a evitar conflitos em situação de separação para reduzir desgastes para os filhos

“Reconheço que estava afastando meu ex-marido do nosso filho. Agora sei como é importante para o meu filho a presença do pai”. “Mudei totalmente meu pensamento, que era negativo”. “Agora eu vejo como as brigas fazem muito mal para os filhos”. Estas são algumas declarações deixadas por pais e mães em questionários da Oficina de Parentalidade da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e que mostram como é possível a mudança de pensamento por meio do diálogo voltado à melhoria da convivência familiar.

Após a realização de três edições do projeto em 2017, a DPE-AM retoma a Oficina de Parentalidade nesta sexta-feira, dia 26 de janeiro, com sua quarta edição. O projeto tem o objetivo de sensibilizar mães e pais de que a boa relação familiar deve ser permanente porque é essencial para o crescimento afetivo dos filhos. A oficina será realizada das 9h às 12h, no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (Esudpam), que fica na Rua 24 de Maio, 321, Centro.

Esta será a primeira edição do ano do projeto. Até agora, mais de 50 pessoas já participaram da Oficina de Parentalidade da DPE-AM.

Os interessados que quiserem garantir participação podem ligar para o telefone da 1ª Defensoria Pública de Família – (92) 3233-1007. Não é obrigatório que os dois membros do casal participem. Caso um dos dois não esteja interessado, o outro pode participar sem impedimentos.

A Oficina de Parentalidade é destinada às famílias que estão passando por um divórcio, pela separação do casal, e servem para estimular a conscientização de que o término da relação conjugal não implica no fim da convivência familiar. A orientação às famílias é também uma forma de incentivar a conciliação.

As oficinas são ministradas pelos defensores públicos Helom Nunes e Karoline Santos, que passaram por uma capacitação no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A coordenação do projeto é da defensora pública Heloísa Canto. Em um formato de bate-papo, os participantes terão questões práticas e esclarecimentos sobre Direito de Família, além de poderem tirar suas dúvidas.

Com a realização das oficinas, a Defensoria Pública busca ir muito além das questões jurídicas, do divórcio, de uma guarda. A instituição objetiva estimular a convivência familiar, orientando os pais a contribuir com o crescimento afetivo dos filhos, diminuindo qualquer possibilidade de maior desgaste, além dos que já são inerentes a uma separação conjugal.

De acordo com informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o projeto sobre parentalidade surgiu nos Estados Unidos e Canadá e foi trazido para o Brasil pela juíza Vanessa Aufiero da Rocha, que o pôs em prática na cidade de São Vicente (SP). Em razão da aceitação e dos resultados positivos, a ideia foi encampada pelo CNJ, que o adotou como política institucional. A determinação é que ele seja um dos recursos utilizados pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) em parceria com as Varas da Família.

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