Oficina de Parentalidade da Defensoria Pública orienta casais em processo de separação para cuidado


A Oficina de Parentalidade da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) chegou à sua 12ª. edição nesta quinta-feira (20/09) com a participação de 37 pessoas, a maioria que deu entrada na justiça para discutir valores ou buscar o pagamento de pensão alimentícia.

Ao afirmar que “o amor é eterno, mas muda de nome”, o defensor público Helom Nunes, que coordena a oficina juntamente com a defensora Karoline Santos, explicou que um dos objetivos principais da oficina, segundo ele, é levar o casal a pensar nas consequências da separação para as crianças. Principalmente quando há discussões na frente dos pequenos.

“As crianças, muitas vezes, se acham culpadas pela separação porque não entendem o contexto da briga e ficam com sensação de abandono, medo e decepção ao ouvir os pais citarem seu nome nas discussões”, explicou o defensor.

Ao afirmar que o aumento do número de separações é resultado, principalmente, de uniões não planejadas, Helom lembrou que há algumas décadas, para um casal ir morar junto passava o tempo da paquera, do namoro, noivado e casamento. “Agora não é mais assim, pois os casais resolvem ir morar juntos de uma hora para outra, inclusive por questões de gravidez não planejada”, afirmou, comportamento que permanece quando decide separar. “Como não planejou a união, não acha dificuldade em separar por estar com raiva e mágoa”, adverte.

Entre os participantes da oficina estava Rosa*, 24, que é comerciária e tem que sustentar sozinha os dois filhos que teve com o ex-marido, que só dá uma ajuda mínima de valores que não suprem as necessidades das crianças. “Tive que recorrer à justiça porque ele dá o que quer e quando quer”, lamentou. O ex-marido dela, também convidado para a oficina, não compareceu.

Outro presente na oficina, João*, 34, autônomo, separado há um ano, pai de dois filhos, recebeu o convite para a oficina porque a ex-mulher entrou na justiça cobrando pensão alimentícia. “Não entendi porque ela fez isso, porque eu ajudo da forma que posso”, justificou.

Realizada na unidade da DPE-AM da Rua 24 de Maio, 321, Centro, das 9h às 12h, a oficina tem o objetivo de orientar as famílias que passam pela separação, principalmente no que se refere a evitar conflitos para amenizar os desgastes sofridos pelos filhos. De acordo com o defensor público Helom Nunes, que coordena a oficina juntamente com a defensora Karoline Santos, a oficina vem ganhando cada vez mais participantes porque, em sua maioria, os convidados acham que vão resolver mais rapidamente as questões.

Os interessados que quiserem garantir participação podem ligar para o telefone da 1ª Defensoria Pública de Família – (92) 3233-1007, mas não é obrigatório se inscrever. Também não é obrigatório que os dois membros do casal participem. Caso um dos dois não esteja interessado, o outro pode participar sem impedimentos.

*Nome fictício para proteger a identidade dos participantes

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