Criação de comitê para tratar de questões ligadas ao suicídio motiva debate


Encontro promovido pelo Fórum Amazonense de Saúde Mental e o Núcleo de Apoio à Vida Manaus contou com a participação de representante da Defensoria Pública do Amazonas

Representantes da sociedade civil organizada, educadores e psicólogos se reuniram na última segunda-feira (5) a fim de debater a criação de um comitê estadual para tratar questões ligadas ao suicídio no Amazonas. A iniciativa é do Fórum Amazonense de Saúde Mental e do Núcleo de Apoio à Vida Manaus (Navima).

O defensor público Arlindo Gonçalves, da Defensoria Pública Especializada na Promoção e Defesa dos Direitos Relacionados à Saúde, participou do encontro, que ocorreu na Escola do Legislativo, no edifício-sede da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE/AM).

Segundo ele, a discussão sobre a criação do comitê se deve à urgência do tema. Arlindo Gonçalves sustentou que o aumento de suicídios entre jovens, motivado muitas vezes pela desestruturação das famílias, alcançou “níveis alarmantes”.

Conforme o defensor, durante o debate também se constatou, por meio de diversos relatos, que professores da rede pública de ensino estão “adoecidos” em virtude de conflitos com estudantes em sala de aula, mas não têm recebido o apoio necessário, o que contraria a lei.

“O objetivo do debate é criar um comitê estadual de prevenção ao suicídio que seja proativo, que possa ter uma atuação diferenciada e não apenas apontar o problema”, comentou o defensor público.

A psicóloga Rosângela Aufiero, integrante do Fórum Amazonense de Saúde Mental, disse que o encontro partiu da inquietação com o aumento do número de suicídios na capital e municípios do Estado.

“A ausência de serviços de referência para atender a clientela de risco, a ausência de notificações, a ausência do poder público no trato da questão também motivou a discussão”, disse a psicóloga. Um novo encontro do grupo está marcado para o dia 3 de dezembro.

Também participaram da reunião representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Amazonas (Assotram), Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) e coordenadores dos cursos de Psicologia da UniNorte e da Ulbra.

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