Caminhada de combate à violência obstétrica reúne mais de 300 pessoas na Ponta Negra


Amanhã, segunda-feira, 26, começam palestras e rodas de conversa nas maternidades de Manaus sobre o tema

Mais de 300 pessoas participaram, na manhã deste domingo, 25, da caminhada que marcou a abertura da programação da campanha internacional “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” no Amazonas. De acordo com dados do Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), mais de 50 casos de denúncias envolvendo ocorrências em instituições de saúde do Estado estão sendo investigadas.

Além da caminhada, programada pelo Comitê de Combate à Violência Obstétrica, nesta segunda-feira, 26, começam as atividades que incluem eventos culturais, rodas de conversa e palestra sobre o tema. Durante a semana, de acordo com a procuradora regional do Ministério Público Federal (MPF), Bruna Menezes, que participou da caminhada, foi anunciada a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os dirigentes das maternidades do Amazonas, visando a humanização do parto. Essa humanização passa, principalmente, pelo atendimento na hora do parto, mas envolve também a assistência dada às mulheres nessa condição, explicou a procuradora. As penalidades, em caso de condenação dos acusados, vão desde ações civis e criminais a indenizações.

A defensora pública Suelen Paes dos Santos Menta, que integra o Comitê de Combate à Violência Obstétrica, representando a DPE-AM, vai ministrar palestra, nesta segunda-feira, a partir das 14hs, na Maternidade Nazira Daou.

O representante do Conselho de Enfermagem de do Amazonas (Coren-AM), Charles Ferreira, explicou que a maioria dos acontecimentos relacionados à violência obstétrica envolve os profissionais da enfermagem, por isso a entidade está participando ativamente da campanha, visando a conscientização. “Temos vários processos sendo apurados e nosso objetivo é verificar os verdadeiros responsáveis pelos acontecimentos para promover não só a punição, mas também a conscientização”, afirmou.

SAIBA MAIS

A campanha denominada “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, é uma mobilização anual, promovida simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público ligados a esse segmento. Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países incluindo o Brasil, que passou a realizar campanha a partir de 2003.

Todos os anos, a campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Como forma de incluir a pauta do enfrentamento à violência obstétrica na mobilização, o Comitê de Combate à Violência Obstétrica também programou rodas de conversa em oito maternidades públicas do Amazonas, na segunda-feira, 26. Cada membro do comitê conduzirá uma roda de conversa pela manhã, nas maternidades Alvorada, Ana Braga, Balbina Mestrinho e Instituto da Mulher Dona Lindú, e também à tarde, nas maternidades Azilda Marreiro, Chapot Prevost, Moura Tapajós e Nazira Daou.

A programação segue na terça-feira, 27, com atividade cultural na Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia), a partir das 15h, com esquetes temáticas e apresentação do Grupo Baque Mulher, e se encerra na quarta-feira (28), no Palacete Provincial, a partir das 16h, com uma aula magna sobre violência obstétrica e evidências científicas, ministrada pela doutora Maíra Takemoto, e show de encerramento com a cantora amazonense Cinara Nery.

As programações até o dia 27 são abertas ao público e não requerem inscrições. As vagas são limitadas para participação nas rodas de conversa nas maternidades, previstas para o dia 26, e para a palestra de encerramento, no dia 28. Os interessados devem enviar pedido de inscrição pelo e-mail pram-oficio1@mpf.mp.br até sexta-feira (23), que será avaliado conforme a capacidade de pessoas nos locais dos respectivos eventos.

O Comitê – Criado em 2017, a partir de t de cooperação firmado durante a segunda audiência pública promovida sobre o assunto pelo Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, o Comitê de Combate à Violência Obstétrica no Amazonas conta ainda com representantes da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP/AM), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), das Defensorias Públicas da União (DPU) e do Estado do Amazonas (DPE/AM), do Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) e do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Amazonas (Cedim).

#Caminhada #Violência #Obstétrica

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