Defensoria realiza audiência pública nesta sexta-feira em Iranduba para discutir apagão que afeta ma


As consequências do apagão que deixou sem energia elétrica municípios da Região Metropolitana de Manaus desde o último dia 19 serão debatidas em audiência pública pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), nesta sexta-feira, 26, a partir das 10h, na quadra da Escola Estadual Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Maria Izabel Desterro, em Iranduba. A DPE-AM integra a Força-Tarefa do Consumidor que cobrar providências da Amazonas Energia.

Além do desabastecimento de energia elétrica e, consequentemente, de água, que afeta aproximadamente 200 mil pessoas, a empresa Amazonas Energia não informa os moradores sobre as providências tomadas para sanar ou pelo menos amenizar problema, explica o defensor público Thiago Rosas, da Defensoria Especializada no Atendimento de Interesses Coletivos.

A DPE-AM, em parceria com a Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) realizou hoje inspeção e fiscalização na usina de energia que está sendo montada no município de Iranduba e constatou que foram disponibilizados 18mw de energia para a cidade, assim como foi feita escala de revezamento dos bairros a serem abastecidos. Estão sendo mantidos alimentadores para garantir o funcionamento dos poços artesianos.

Foram visitados os bairros Alto, Cidade Nova, Morada do Sol e Comunidade Ouro Verde. E muitas dessas casas continuam sem o abastecimento de água.

“A população reclama que não está sabendo de nada, por isso está revoltada. Com essa audiência, seremos instrumento de informação”, explicou o defensor, informando que o presidente da empresa Amazonas Energia se comprometeu em estar presente na audiência. A causa da interrupção do abastecimento de energia elétrica seria causada por uma falha no cabo subaquático que está a 53 metros de profundidade, próximo à Ponte Rio Negro.

PRAZOS

A Defensoria Pública integra a Força-Tarefa de Defesa do Consumidor que ontem, 23, deu prazo de 48 horas para o restabelecimento de energia elétrica nos dois municípios e recomendou à Amazonas Energia criação de Setor de Solução Extrajudicial e ressarcimento de prejuízos por apagão em municípios.

Fazem parte da Força-Tarefa a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC/ALEAM), Ministério Público do Estado (MPE-AM) e Procon-AM. Os integrantes desses órgãos foram a Iranduba e ouviram relatos de moradores e comerciantes dos enormes prejuízos sofridos com o problema. Todos afirmaram a necessidade de adoção de medidas visando minimizar os danos causados pelo desabastecimento energético e consequentemente de água.

Na recomendação foi considerado, inclusive, que, apesar do investimento em geração de energia elétrica, os apagões têm sido recorrentes; os prejuízos causados ao consumidor amazonense no atual episódio são expressivos; é grave o desabastecimento de água causado em decorrência do apagão e que a falta de energia gera ainda instabilidade na segurança pública.

“Estamos sendo obrigados a comprar água mineral para algumas necessidades urgentes, mas não dá para tomar banho e outras coisas”, criticou Celso Gomes, revoltado com a falta de informação da empresa. “Quem garante que é esse cabo mesmo que falhou, é preciso investigar essa empresa”, desabafou ele, contando que há seis meses houve outro blecaute e ficou por isso. “Ninguém vai reparar os prejuízo e sofrimento que estamos enfrentando”, lamentou.

A feirante Maria Ivanete Silva, 42, mãe de um casal de filhos, contou ter ficado sem poder atender ao filho pequeno que queria água para tomar banho. “Já foi um sacrifício conseguir para beber, agora vamos esperar que eles resolvam logo e acabe nosso sofrimento”, disse.

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