Abandono familiar e social é argumento usado pela Defensoria para garantir liberdade a jovem acusado


O histórico de abandono familiar e social de um jovem de 19 anos preso por suspeita de tráfico de drogas no município de Humaitá (a 590 quilômetros de Manaus) foi o argumento usado pela defensora Gabriela Lima Andrade, do Polo da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) em Humaitá, para conseguir a liberdade provisória do acusado em audiência de custódia.

A defensora decidiu defender a liberdade provisória do rapaz ao tomar conhecimento do histórico familiar dele. “Ele é um menino homossexual que por essa condição foi abandonado tanto pelo pai quanto pela mãe e obrigado a sair da escola (em Manaus)”, argumentou Gabriela, ao propor a liberdade provisória do acusado.

Para ela, a prisão seria a continuidade da violência social, desta vez cometida pelo Estado, da qual o jovem já vem sendo vítima e não contribuiria para ajudá-lo. “Ele já sofre discriminação pela orientação sexual dentro de casa e seria penalizado com o abandono do Estado”, disse ela, na defesa feita ao juiz local. “O Estado precisa protegê-lo, não penalizá-lo”, pontuou a defensora.

Na última quarta-feira, o jovem foi liberado e com apoio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), a Defensoria Pública conseguiu uma passagem de ônibus para que voltasse para Manaus. O jovem já foi encaminhado para capital, uma das condições propostas pela defensora para garantir sua liberdade.

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