Pesquisa FGV/AMB: 78% da sociedade aprova atuação da Defensoria Pública


Pesquisa divulgada pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), indica que 78% da sociedade aprova atuação da Defensoria Pública. Os dados constam em Estudo Sobre a Imagem do Poder Judiciário Brasileiro, lançado oficialmente nesta segunda-feira, 2, no Rio de Janeiro (RJ).

Os 78% de aprovação, o maior índice obtido na avaliação feita pela sociedade, mostram que as pessoas entrevistadas consideram a atuação da Defensoria como “ótima + boa” ou “regular”.

A Defensoria também é líder na análise de sua atuação feita por advogados: 86% desses profissionais do Direito consideram a Defensoria “ótima + boa” ou “regular”.

O Estudo ainda destaca a Defensoria Pública como a instituição do sistema de Justiça com maior índice de confiança entre os cidadãos e cidadãs: 59%.

“É uma confirmação da importância da Defensoria Pública na atuação pelas minorias, pessoas em situação de vulnerabilidade e, ainda, de seu papel em educação em direitos. A Defensoria Pública existe para estar perto dos necessitados e, sem ela, quem perde é quem mais precisa”, disse o defensor público-geral no Tocantins, Fábio Monteiro dos Santos, ao avaliar o destaque da Defensoria Pública no Estudo.

Fábio Monteiro também considera que a aprovação e a confiabilidade da população para com a Defensoria refletem a vivência das pessoas assistidas com a Instituição e também o reconhecimento da sociedade quanto a atuação ética e responsável da Defensoria na condução de suas atividades-fim e na utilização do recurso público.

Judiciário

Na análise entre Poderes, o Estudo mostra que o Judiciário é o único em que mais da metade dos entrevistados (52%), disse confiar.

Os dados oficiais da pesquisa também indicam, entre outros apontamentos, que 59% das pessoas consideram que vale a pena recorrer à Justiça para solucionar alguma situação de conflito.

A pesquisa

Conforme informações da AMB, o Estudo foi realizado pela FGV-Rio e pelo sociólogo e cientista político Antônio Lavareda. A coleta de dados ocorreu no período de agosto de 2018 a outubro de 2019 ouvindo mais de 2,5 mil pessoas, entre advogados, defensores públicos e cidadãos, em todas as regiões do País.

Ainda conforme a Associação dos Magistrados, a coordenação da pesquisa ficou a cargo do ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), com subcoordenação da presidente eleita da AMB, Renata Gil.

TEXTO: Cléo Oliveira / Ascom DPE-TO

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