Defensoria pede multa ao Bradesco após banco provocar aglomeração em Parintins


Foto: Márcio Costa/AM em Pauta


A Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) solicitou, nesta terça-feira (28), que a Prefeitura de Parintins aplique multa de até R$ 500 mil ao Bradesco. O requerimento foi feito após o banco fechar terminais de autoatendimento descentralizados e provocar aglomeração de pessoas na única agência da instituição no município.

O Bradesco usou o decreto municipal 031/2020, que determina providências para a manutenção do atendimento em bancos diante da pandemia de Covid-19, como uma das justificativas para o fechamento dos terminais. O valor da multa por descumprimento do decreto pode variar entre R$ 20 mil e R$ 500 mil, conforme a própria publicação.

Para o defensor Gustavo Cardoso, que atua no Polo da DPE-AM no Baixo Amazonas, embora seja difícil o enfrentamento à crise de saúde causada pelo coronavírus, as agências bancárias têm responsabilidade pelo uso de ações que preservem a segurança dos clientes. “Não se pode aceitar como minimamente razoável a justificativa de falta de pessoal para o funcionamento dos terminais de autoatendimento, uma vez que está a se tratar de um dever e não de algo facultativo”, afirma.

No ofício encaminhado à Prefeitura, a Defensoria também pede que o Bradesco seja comunicado sobre a necessidade de correção da conduta, para evitar aglomerações e atender medidas de prevenção à Covid-19. A Prefeitura tem um dia para responder ao ofício da DPE-AM.

Até a última segunda-feira (27), Parintins registrou 80 casos confirmados de Covid-19, sendo 5 óbitos. Os números são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).

30 visualizações