No Dia Internacional do Idoso, DPE-AM realiza Live com FUnATI para alertar sobre superendividamento



Dados do Banco Central revelam que novos empréstimos de crédito consignado contratados por aposentados e pensionistas saltaram de R$ 37 bi, em 2019, para R$ 46,1 bi este ano


A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) promoveu uma Live, nesta quinta-feira (1°), para alertar sobre o aumento do superendividamento da população idosa durante a pandemia do novo Coronavírus. Na data que marca o Dia Internacional do Idoso, a Live foi realizada em parceria com a Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI) e transmitida na página da instituição no Facebook.


A iniciativa se deu por meio de um bate-papo entre o defensor público Rodolfo Lôbo e a presidente do Conselho Estadual do Idoso do Amazonas (CEI-AM), Kennya Brito, que integra o projeto “Idoso Consciente”, criado pela Defensoria, após constatar o aumento considerável de endividamento na população idosa, em função da contratação de empréstimos e financiamentos.


Ao longo de uma hora, eles responderam dúvidas de internautas e falaram sobre os cuidados para prevenir o superendividamento e quais alternativas jurídicas podem ser aplicadas para quem está nesse tipo de situação. O defensor Rodolfo Lôbo ressaltou que a pandemia deixou idosos ainda mais endividados. Dados do Banco Central, por exemplo, revelam que novos empréstimos de crédito consignado contratados por aposentados e pensionistas do INSS saltaram de R$ 37 bi, em 2019, para R$ 46,1 bi, este ano. Segundo a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (COBAP), os empréstimos cobrem, na maioria das vezes, despesas com saúde, alimentação e “exigências extras” de familiares dependentes.


“Nossa intenção é ajudar com orientação jurídica e evitar que idosos se endividem além do que podem e que não sejam usados por familiares para contratar empréstimos e financiamentos. Quem estiver nesse tipo de situação pode ligar para o Disque 129, de 8h às 14h, de segunda à sexta-feira, e buscar assistência na Defensoria. O endividamento muitas vezes começa com uma ligação telefônica oferecendo propostas irrecusáveis e juros baixos, quando na verdade, não funciona assim”, disse Rodolfo.


Para a presidente do CEI-AM, Kennya Brito, a pandemia do novo Coronavírus revelou situação atípica de endividamento para idosos. “A pandemia trouxe uma situação diferenciada de endividamento de idosos, mas por meio da Internet e iniciativas como a da Defensoria, podemos transmitir orientações para quem está nesse tipo de situação. Que possamos fazer reflexões sobre o que estamos fazendo para garantir direitos da população idosa. Precisamos pensar nos problemas que nos afligem e procurar nos empoderar com informações e ser multiplicadores dessas informações”, destacou.


Fotos: Clovis Miranda/DPE-AM

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